O petroleiro francês avariado ao largo de Sines vai ser reparado em alto mar, a 14 milhas da costa, onde se encontra, nos próximos três a quatro dias, sem entrar em águas territoriais.
Segundo disse à Lusa Guilherme Marques Ferreira, capitão do porto de Sines e comandante da Polícia Marítima, "o New Vision será reparado no local onde está neste momento, a cerca de 25 quilómetros a oeste de Sines, sem nunca entrar em águas territoriais portuguesas (a partir das 12 milhas)".
A causa e a extensão das avarias do petroleiro, bem como a sua capacidade de reparação, foram avaliadas por uma equipa que constituída por quatro peritos da autoridade marítima (Capitania) e da Autoridade de Controlo do Tráfego Marítimo (ACTM).
O "New Vision", que transporta 300 mil toneladas de crude, afastou-se da sua rota quando fazia a ligação entre a Noruega e o Canadá, tendo sofrido uma avaria relacionada com a entrada de água na proa, durante uma tempestade no Mar do Norte, que danificou o sistema eléctrico.
Hoje, encontradas as condições meteorológicas necessárias, os peritos foram ao seu encontro. A partir da avaliação do estado do petroleiro e das indicações do comandante a bordo, a Capitania determinou que este não teria de atracar no porto de Sines para ser reparado.
"Tivemos conhecimento também que o comandante do navio não pretende vir para Sines, pelo que o petroleiro nem chegará a entrar em águas portuguesas, seguindo, depois da reparação, para alto mar", avançou Marques Ferreira.
Para proceder à reparação, aos técnicos que subiram hoje a bordo deverá juntar-se "mais pessoal".
O capitão do porto garante que está afastado qualquer risco de poluição decorrente da proximidade do "New Vision", com pavilhão do porto francês de Marselha e construído em 1994.
"Trata-se de um navio novo, com casco duplo, que foi vistoriado a 3 de Dezembro pela Port State Control, na Noruega, e que foi considerado apto", reforçou.
O petroleiro, com 334 metros de comprimento, 60 metros de boca e 23 metros de calado, transporta um total de 30 tripulantes, entre os quais três franceses (comandante, imediato e mestre) e os restantes indianos, que permanecem todos a bordo, "abastecidos e sem previsão de virem a terra".

