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Este blog foi feito no âmbito da disciplina de geografia, com o objectivo de mostrar a todos os nossos visitantes como o todo nosso planeta é afectado em vários aspectos pela poluição, e claro dar a conhecer notícias actuais sobre este e outros temas.

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segunda-feira, 31 de março de 2008

Al Gore lança campanha publicitária climática de 300 milhões de dólares


O vice-Presidente dos Estados Unidos, Al Gore, desvendou ontem no programa 60 Minutos, da CBS, uma nova campanha publicitária, de 300 milhões de dólares (189,9 milhões de euros), para forçar o debate sobre as alterações climáticas durante a campanha para as eleições presidenciais norte-americanas.
Na entrevista à CBS, Al Gore disse que a campanha será financiada com o dinheiro que ganhou pelo documentário e livro “Uma Verdade Inconveniente” e pelo Prémio Nobel da Paz.

Implícita na campanha está a ideia de que as alterações climáticas são causadas pelas actividades humanas, constatação que a administração Bush ainda não assina. As pessoas que dizem ainda não conhecer a causa do sobre-aquecimento global “são hoje uma minoria muito pequena”, disse Al Gore à CBS. “São quase como aquelas pessoas que ainda acreditam que a aterragem na Lua foi uma montagem feita no Arizona ou como aquelas que acreditam que a Terra é plana”.

Os primeiros anúncios televisivos vão para o ar esta quarta-feira. Al Gore quer convencer os americanos que proteger o planeta transcende as divisões políticas. “Todos partilhamos o mesmo interesse em fazer o que está certo nesta questão”, comentou. Um conjunto de anúncios senta no mesmo sofá duas personalidades com ideais opostos mas que dizem apenas estar de acordo sobre as alterações climáticas. Um dos pares é Nancy Pelosi, presidente democrata da Câmara dos Representantes, e New Gingrich, republicano conservador que já ocupou o mesmo cargo.

Para Al Gore, Clinton e Obama têm dedicado pouco tempo para discutir as suas posições no campo das alterações climáticas.

Al Gore, na corrida às presidenciais de 2000, perdeu para George W. Bush. Segundo a sua mulher, Tipper, também presente no 60 Minutes da CBS, disse que a sobrevivência de Al Gore depois da derrota deveu-se muito ao ter mergulhado na causa climática.

Investigador diz que “desordenamento do território” é o maior culpado pelos incêndios florestais


O "desordenamento do território" é o maior "culpado" das grandes áreas ardidas todos os anos em Portugal, seguido da "incontrolável" meteorologia, de acordo com um investigador português da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que desenvolveu um modelo de previsão dos fogos do Verão.

Carlos da Câmara, do Centro de Geofísica daquela Faculdade, desenvolveu um modelo que consegue determinar como vão ser os meses de Julho e Agosto, que representam 70 por cento da área ardida de todo o ano, através da precipitação de Março e Abril e da temperatura de Maio e Junho.

"O raciocínio é simples: imaginemos que Março e Abril são particularmente chuvosos, o que leva ao desenvolvimento do mato, e depois que Maio e Junho são meses secos, o que torna a vegetação seca e muito mais inflamável. O risco é muito maior", explicou o professor.

De acordo com o climatologista, desde 1980 que as áreas ardidas têm vindo a aumentar, tal como o "desordenamento" do território, o que resultou nos anos "negros" de 2003 e 2005, em que arderam, respectivamente, 425.726 e 338.262 hectares de floresta e matos, segundo dados oficiais.

"O clima é o bode expiatório dos políticos, porque é muito fácil dizer cada vez que há uma calamidade que é o El Niño ou o efeito de estufa. Quem tem culpa dos fogos somos nós, portugueses, que permitimos que o ordenamento do território em Portugal esteja desta forma. O problema não é deste ou daquele Governo, foram 40 anos de negligência colectiva", salientou.

Segundo o professor, se o planeamento do território fosse maior, ajudasse ao combate aos fogos e o tornasse eficaz, esse ordenamento iria contrariar a meteorologia e o modelo não resultaria tão bem, como acontece, por exemplo, em Espanha.

No país vizinho, segundo o especialista, "quando começaram a fazer ordenamento do território a sério, a meteorologia continuou a ser importante, mas deixou de ser o único factor" para a previsão e prevenção dos fogos.

"Quando o ministro da Administração Interna disse que no ano passado ter ardido pouco foi devido aos meios de combate, eu discordo. Aquilo é puramente uma opinião e eu tenho um modelo físico-matemático que prova o contrário", salientou.

Para o professor da FCUL, a questão é que Portugal aposta sempre no combate e nunca na prevenção, deixando "a meteorologia jogar o seu papel".

"Nós e a Grécia somos o último laboratório da Europa onde se podem aplicar estes estudos porque a meteorologia continua a ter um papel muito importante", explicou.

Para a próxima época de fogos, o investigador considera que é ainda "muito cedo" arriscar qualquer previsão, mas adianta que "em Maio já há dados importantes para a planificação".

Este modelo de previsão dos fogos do Verão está inserido no projecto europeu Land-SAF, liderado pelo Instituto de Meteorologia.

O projecto foi desenvolvido em colaboração com vários investigadores da faculdade, do Departamento de Engenharia Florestal do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e do Instituto de Meteorologia.

domingo, 30 de março de 2008

Já reciclámos 19 milhões de pilhas


As pilhas são de extremos. Ninguém contesta a sua universal utilidade. Mas são potencialmente poluentes, se deitadas para o caixote do lixo. Vêm em formatos pequenos. Porém, são numerosas, muito numerosas. Todos os anos, nada menos do que 107 milhões de unidades são comercializadas em Portugal, das tradicionais pilhas alcalinas para rádios ou brinquedos, a baterias de telemóveis e máquinas fotográficas.
Desta montanha, 19 milhões foram recolhidas e reenviadas para reciclagem em 2007 - um novo recorde nacional. Em 2004, quando se iniciou a colecta sistemática de pilhas em contentores próprios - os "pilhões" -, o número total não chegava aos oito milhões de unidades.

Hoje, há 12 mil pilhões instalados junto de ecopontos espalhados por todos os concelhos do país. Além disso, há três mil pontos especiais de recolha, como supermercados e lojas especializadas.

A reciclagem é um imperativo. Embora menos nocivas hoje do que no passado, as pilhas e baterias contêm metais pesados, como mercúrio, cádmio e chumbo. Se abandonadas num aterro sanitário, por exemplo, o seu conteúdo nefasto acaba por passar para o ambiente.

Além disso, muitas pilhas que estão a chegar ao fim de vida hoje foram produzidas há vários anos. Por um lado, em algumas aplicações as pilhas levam um longo tempo até se gastarem.

Por outro, há muita gente que guarda baterias velhas, ao invés de as deitar no lixo, à espera de uma solução melhor em termos ambientais. "Ainda há pilhas dos anos 1980 na casa das pessoas", afirma Eurico Cordeiro, director-geral da Ecopilhas, a empresa criada pelos fabricantes para gerir a recolha e reciclagem das baterias usadas em Portugal.

Foi a pensar nisso que a Ecopilhas distribuiu já um milhão de mini-pilhões, para a recolha doméstica.

Mas ainda há muito a fazer. A taxa de recolha em Portugal está nos 18 por cento. A licença atribuída pelo Governo à Ecopilhas fixava uma meta de 25 por cento em 2003 e 50 por cento em 2005. Eram valores ambiciosos e a própria Comissão Europeia exige, agora, os 25 por cento só em 2012.

Outros países estão mais à frente. Em 2005, na Bélgica a taxa de recolha estava já nos 52 por cento, na Áustria, 43 por cento, na Alemanha, 35 por cento e na Holanda, 34 por cento, segundo a Associação Europeia de Baterias Portáteis.

É para a Áustria que vão as pilhas recolhidas em Portugal, para serem recicladas. O processo envolve diversas fases e, no final, mesmo os maiores poluentes são reaproveitados. O cádmio, por exemplo, é muito procurado para aplicações industriais.

Com o preço do metal em alta nos últimos anos, o custo da reciclagem tem caído substancialmente. Com isso, o ecovalor que os produtores - e, no final, os consumidores - pagam para garantir um fim ambientalmente seguro para as pilhas também tem baixado. Para uma pilha alcalina tradicional, o valor caiu 58 por cento entre 2003 e 2008.

A escolha da bateria mais amiga do ambiente não é fácil. Eurico Cordeiro diz que as recarregáveis, como as baterias de telemóveis, contêm mais materiais poluentes. Mas, em compensação, duram mais tempo e valem mais depois de usadas - devido aos materiais que se reaproveitam - e, por isso, têm mais estímulos para serem recolhidas.

"Na hora de se optar, tem de se ter em conta o tipo de aplicação", resume o director-geral da Ecopilhas.

Comissão Europeia cria o Fundo para a Eficiência Energética e Energias Renováveis


A Comissão Europeia lançou hoje um novo instrumento financeiro, o Fundo Mundial para a Eficiência Energética e Energias Renováveis para ajudar os países mais pobres. Para começar, a União Europeia vai investir, nos próximos quatro anos, 80 milhões de euros.

O objectivo é “mobilizar investimentos privados em projectos de pequena dimensão relacionados com a eficiência energética e as energias renováveis nos países em desenvolvimento e nas economias em transição”, explica a Comissão em comunicado.

Bruxelas lembra que os promotores de energias renováveis ou de projectos de eficiência energética ainda enfrentam “dificuldades significativas” para encontrar financiamento. O fundo - que vai investir em sub-fundos regionais em África, nas Caraíbas, Pacífico Europa de Leste, América Latina e Ásia - quer ajudar a ultrapassar as barreiras ao investimento ao fornecer novas possibilidades de co-financiamento.

“Será dada atenção aos investimentos inferiores a dez milhões de euros, porque são estes os mais ignorados pelos investidores comerciais e instituições financeiras internacionais”.

Hoje, vários Estados membros da União Europeia e da Área Económica Europeia mostraram interesse em participar no fundo.

A Comissão espera que, com este fundo, se consiga acelerar a transferência e desenvolvimento de tecnologias que ajudem a fornecer energia às regiões mais pobres do planeta.

“Este fundo pode promover os investimentos privados e tornar-se numa verdadeira fonte de desenvolvimento sustentável, especialmente em África”, dizem os comissários do Ambiente, Stavros Dimas, e da Ajuda Humanitária, Louis Michel.

A iniciativa está a ser implementada com o apoio do Banco Europeu de Investimento.