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Este blog foi feito no âmbito da disciplina de geografia, com o objectivo de mostrar a todos os nossos visitantes como o todo nosso planeta é afectado em vários aspectos pela poluição, e claro dar a conhecer notícias actuais sobre este e outros temas.

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domingo, 13 de abril de 2008

Festival do Sol arranca hoje para promover potencial solar do concelho de Moura


O primeiro Festival do Sol começou hoje em Moura para promover o potencial solar do concelho, onde está em construção a maior central solar do mundo, que já começou a produzir energia de forma parcial.

Promovido pelo município, o festival, que decorre até domingo em Moura e na aldeia de Amareleja, junto à qual está a ser construída a central, inclui um encontro internacional de mimos, exposições, concertos, gastronomia e actividades desportivas.

O festival pretende promover Moura “enquanto território moldado pelo sol e privilegiado no aproveitamento de todo o seu potencial solar, determinante para o desenvolvimento do concelho”, explica o município.

Um potencial que “não se esgota na produção energética”, que, através do projecto da maior central solar do mundo “tem projectado Moura além-fronteiras”, mas abrange outras áreas, como a agricultura, o ambiente, a gastronomia, o turismo e o lazer e a produção cultural e artística.

Exposição fotográfica

Uma exposição com fotografias e informações sobre os “momentos marcantes” do processo da Central Solar Fotovoltaica de Amareleja é a principal mostra do festival que vai estar patente no Cine-Teatro Caridade, em Moura, durante o fim-de-semana.

Com uma capacidade instalada de 46,41 MW de pico e 35 MW de potência de injecção na rede, a maior central solar do mundo está a ser construída num terreno de 250 hectares, perto de Amareleja, considerada a “terra mais quente de Portugal”, devido aos recordes de temperatura máxima no Verão.

A central, propriedade da Acciona, líder do mercado espanhol de energias renováveis, começou a produzir energia de forma parcial em meados de Março e deverá começar a funcionar em pleno até final deste ano.

Com 2520 seguidores solares azimutais, equipados com 104 painéis solares cada um, a central será a maior do mundo, em potência total instalada e capacidade de produção, seis MW mais do que o actual maior complexo do género, situado em Brandis, na Alemanha e com 14,7 MW já instalados de um total de 40 MW previstos.

Encontro de mimos

O “pontapé de saída” do festival foi dado hoje, no Largo do Regato, na Amareleja, com o primeiro encontro internacional de gestos e movimento, Mimos 2008, que incluiu representações de personagens como homens-estátua e mimos, conhecidos pelas suas expressões dramáticas sem oralidade. O Mimos 2008 continua sábado, “invadindo”, durante todo o dia, o centro histórico de Moura.

Um tributo aos Xutos e Pontapés, hoje à noite na Amareleja, e um concerto dos Rádio Macau, sábado à noite, no Parque de Feiras e Exposições de Moura, são os espectáculos musicais do festival.

A manhã de domingo vai ser passada de “Barriga ao Sol”, através de uma marcha a pé aberta a toda a população e que vai percorrer as ruas entre a Praça Sacadura Cabral e o Parque de Feiras e Exposições de Moura, onde haverá uma aula de aeróbica e outras actividades desportivas.

Uma “mega açorda”, no Parque de Feiras e Exposições de Moura, domingo após a marcha, a exposição etnográfica “Pondo o Pão na Mesa”, patente no Museu Municipal de Moura, e o Festival Gastronómico das Ervas Aromáticas e Comestíveis, nos restaurantes da cidade, são as outras iniciativas do Festival do Sol.

Terceira fase do concurso das eólicas irá instalar mais 200 megawatts


O primeiro-ministro afirmou hoje que será lançada a terceira fase do concurso de potência eólica, envolvendo a instalação de mais de 200 megawatts, e que o Governo criará um Pólo da Competitividade da Energia.

Estas medidas foram anunciadas pelo primeiro-ministro na abertura do debate quinzenal, na Assembleia da República, dedicado ao tema das políticas de energia.

Sócrates disse que a terceira fase do concurso de potência eólica "terá características próprias", já que se dirigirá a pequenos investidores", tendo "um forte componente local", em que serão privilegiados "projectos situados no interior do país".

O primeiro-ministro adiantou depois que o Pólo de Competitividade da Energia "será o segundo a ser criado depois do Pólo da Competitividade da Saúde".

"Este pólo associará empresas, universidades e centros de inovação, permitindo a realização de acções conjuntas para a promoção de investigação e desenvolvimento", disse.

Ainda sobre a criação deste pólo, o primeiro-ministro referiu que se encontram previstos financiamentos no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), visando a "aproximação entre empresas e unidades de ensino e investigação".

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Bombeiros defendem que há muito a fazer na articulação de meios de combate a fogos florestais


O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, afirmou hoje, no Funchal, que em Portugal "ainda há muito a fazer na articulação de meios em termos de prontidão no combate aos incêndios florestais". Fernando Curto falava à margem do VII Congresso Regional da ANBP, que decorre hoje e amanhã no Funchal e reúne cerca de 250 bombeiros de todo o país.

O Governo decidiu acabar com a designada "época de incêndios", no Verão, determinando que todo o ano seja considerado de risco, embora com fases distintas. A Fase Alfa vai de 01 de Janeiro a 14 de Maio, a Fase Bravo de 15 Maio a 30 de Junho, a Fase Charlie de 01 de Julho a 30 de Setembro, e a Fase Delta de 01 de Outubro a 31 de Dezembro.

A esse propósito, Fernando Curto considerou existir "uma melhoria substancial", porque não existe "balizamento" em termos de períodos do ano, mas sustentou ser necessário "estar preparados um ano inteiro, pelo que a mão-de-obra, que são os bombeiros, terão que ter uma maior organização e um estatuto de carreira". "Não podemos recrutar sazonalmente bombeiros para intervir nos incêndios florestais ou nas cheias, temos de ter um quadro próprio", defendeu.

Para Fernando Curto, "vamos ter sempre incêndios em Portugal enquanto não houver um ordenamento nos terrenos, o que passa mais pela limpeza florestal do que pelo combate, através dos Ministérios do Ambiente e da Agricultura e das câmaras".

Fernando Curto defendeu que deve ser feito este "grande investimento", salientando que é também imprescindível o "controlo da Polícia Judiciária" para os fogos postos de forma criminosa. Contudo, "se não houver um investimento grande nos meios humanos, nos bombeiros, pode haver meios aéreos e tudo, mas não funcionam no terreno", concluiu o presidente da ANBP.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Petição contra “municipalização” da REN reuniu 1415 assinaturas em 15 dias

A petição dirigida ao Presidente da República a defender “que seja rejeitada a municipalização da Reserva Ecológica Nacional” (REN) reuniu 1415 assinaturas na Internet em 15 dias, constatava-se por uma consulta no site Petition Online a meio da tarde.
Um grupo de personalidades ligadas a questões ambientais e ecológicas apresentou no dia 25 de Março, em Lisboa, uma petição dirigida a Cavaco Silva onde solicita a intervenção do Presidente da República para a “salvaguarda da paisagem natural do país”.

A REN é um instrumento de ordenamento do território que regula o uso de áreas do solo de elevada sensibilidade ambiental e “fundamentais para o equilíbrio do território e para a segurança de pessoas e bens”, segundo o texto da petição.

O vereador da câmara de Lisboa José Sá Fernandes, um dos signatários da petição, disse que “espera que o novo decreto de lei não seja publicado”, por considerar que a “Reserva Ecológica Nacional não pode ser administrada ao nível concelhio”, uma vez que não devem ser as autarquias “a definir o que é de interesse nacional”.

O arquitecto Ribeiro Telles, outro dos signatários, defende que a “sustentabilidade do território é uma causa nacional”, já que “a degradação do território começa pelas câmaras”, dando como exemplo a permissão das autarquias quando deparadas com “a venda de pedra para a vizinha Espanha”.

“Desleixo” das autarquias

O dirigente da organização ambientalista Quercus, Francisco Ferreira, defende, por seu lado, que “existe um desleixo pelas autarquias em relação à Reserva Ecológica Nacional”, e que diariamente “pequenas fatias são retiradas para outros fins”.

Já Manuela Magalhães, professora universitária, argumenta que “a lei deve ser feita para corrigir erros”, e garante que, com a passagem da responsabilidade da reserva para as autarquias, “a REN não será bem gerida”.

Este movimento de cidadãos pretende “travar a municipalização da REN”, apontando como um mau exemplo de gestão da reserva ecológica as recentes inundações na área da Grande Lisboa, que originaram “perdas humanas e enormes prejuízos materiais”.

A REN e a Reserva Agrícola Nacional (RAN) foram criadas pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles, durante o primeiro Governo da Aliança Democrática, em 1979, quando era ministro da Qualidade de Vida.

UE e Banco Mundial estudam mercado do carbono como forma de financiar países pobres

A Comissão Europeia e o Banco Mundial estão a tentar criar um sistema que permita ajudar os países pobres a financiar a luta contra as alterações climáticas usando o dinheiro gerado pelo mercado do carbono na Europa.
Em comunicado publicado hoje, a Comissão insiste no facto de que “o mundo vive num paradoxo onde os países mais pobres e vulneráveis não são responsáveis pelos efeitos devastadores das alterações climáticas, mas são os mais afectados”.

“A comunidade internacional tem responsabilidades especiais para ajudar estes países a comprometer-se com um crescimento mais económico em termos de gases com efeito de estufa e a adaptar-se às alterações do clima”, escreve Bruxelas.

Mas a Comissão está convencida que “o financiamento de políticas climáticas nos países parceiros não se pode fazer unicamente com a ajuda pública ao desenvolvimento”. Tanto mais que os Estados membros diminuíram a sua ajuda pública ao desenvolvimento de 0,41 por cento do PIB (produto interno bruto) em 2006 para 0,38 no ano passado.

Por isso, Bruxelas está a estudar, juntamente com o Banco Mundial, a ideia de um empréstimo mundial que poderá utilizar recursos ligados ao futuro mercado do carbono, pela venda em leilão das licenças de emissão.

Actualmente, existe na Europa um sistema que permite às empresas trocar as licenças de emissão de dióxido de carbono. Estas licenças deixarão de ser gratuitas em 2013 para encorajar as empresas a reduzir as suas emissões. O que deverá gerar recursos estimados em 40 mil milhões de euros por ano.

O Banco Mundial considera que a criação deste “empréstimo verde” é possível, comentou Haleh Bridi, responsável do Banco Mundial em Bruxelas.

Vídeo mostra as emissões diárias de CO2 dos EUA


Um novo vídeo do projecto científico Vulcan mostra o pulsar diário das emissões de dióxido de carbono dos Estados Unidos da América. O vídeo foi publicado no YouTube e tem como base os resultados obtidos por investigadores da Universidade de Purdue, Indiana.
O projecto Vulcan foi financiado pela NASA e pelo Departamento de Energias dos EUA. Teve como objectivo mapear mais detalhadamente as emissões de CO2 dos Estados Unidos quer a nível geográfico, quer a nível temporal, revelando o padrão do consumo dos combustíveis fósseis.

As quantificações têm uma resolução 100 vezes maior do que anteriormente, quando a informação era dada a nível estadual, uma vez por mês. Este novo modelo, consegue contabilizar as emissões à escala de fábricas, centrais de produção de energia, estradas, zonas comerciais e bairros de habitação.

A partir dos valores, construiu-se uma grelha de 10 quilómetros de lado para elaborar o modelo atmosférico. No vídeo, que apresenta o mapa dos EUA com as emissões durante o ano de 2002, é fácil visualizar as diferenças a nível geográfico e diário - já que as quantificações são feitas de hora a hora.

Ao observar o vídeo, o espectador tem a sensação de um pulsar que traduz uma diferença de emissões ao longo do dia. Durante a manhã há uma maior quantidade de CO2 libertada do que à noite.

Para Kevin Gurney, professor assistente de Perdue e líder do projecto, os resultados trazem novidades: “Temos vindo a atribuir muitas das emissões ao nordeste dos Estados Unidos e parece que o sudeste é uma fonte de emissões muito maior do que se tinha estimado”, diz o investigador ao jornal inglês "The Guardian".

Em vez de se estimar as emissões baseando-se nas áreas populacionais, os mapas feitos pelos investigadores foram buscar as medições da Agência de Protecção Ambiental do Departamento de Energia dos EUA. Esta agência quantifica as os gases de efeito de estufa como o monóxido de carbono e óxido nítrico.

Segundo os investigadores, este projecto, para além de aprofundar o conhecimento do ciclo de vida do CO2, poderá definir políticas para a redução das emissões. No futuro, a equipa quer alargar o mapeamento ao Canadá e ao México e quantificar as emissões produzidas pelos biocombustíveis.

Gurney é também o mentor do novo projecto Hestia que pretende quantificar as emissões de CO2 de todo o planeta.

domingo, 6 de abril de 2008

PS pede ao Governo Plano de Redução do Risco de Inundações


O Partido Socialista (PS) aprovou ontem na Assembleia da República um diploma com recomendações ao Governo para reduzir o risco de inundações e cheias em Portugal e chumbou os projectos apresentados pela oposição.
Os socialistas entendem ser “urgente a avaliação preliminar das situações de risco de inundações em cada distrito”, tendo por base “as linhas de água com ocorrências graves e muito graves”, com grandes danos patrimoniais e perdas de vidas humanas, respectivamente.

Os deputados do PS propõem um Plano Nacional de Redução de Risco de Inundações “com medidas concretas no planeamento e na prevenção, e respostas operacionais às ocorrências”, com recurso às tecnologias e que inventarie os meios financeiros necessários à “limpeza e manutenção das linhas de água mais problemáticas”.

A bancada socialista pretende a elaboração de um relatório sobre as principais situações de risco de inundações, com a identificação das linhas de água problemáticas e a actualização das situações de risco e de progresso da estratégia de prevenção.

O PS pretende ainda a realização de campanhas de sensibilização dos cidadãos para a importância da adopção de comportamentos responsáveis, tendo presente que os problemas com inundações ocorrem devido à acumulação de lixo nas margens e leitos dos cursos de água.

CDS acusa Governo de esquecimento
Já os diplomas apresentados pelo PCP e CDS-PP tendo em vista a prevenção, riscos e medidas em caso de cheias e inundações, e a criação de um Fundo de Emergência Municipal, foram chumbados pelo Partido Socialista.

O CDS-PS, que acusou o Governo “de esquecimento sobre esta matéria”, propôs a criação de um Fundo de Emergência Municipal para catástrofes como as inundações e incêndios, situações que representam “trabalhos e despesas redobradas para os municípios afectados”.

Os centristas lembraram que há um ano e meio o assunto foi discutido na Assembleia da República mas que nada foi feito, e acusaram o Governo de “reter 240 milhões de euros respeitantes a verbas para as autarquias”, disse o deputado centrista António Carlos Monteiro.

O projecto dos comunistas, por seu lado, recomendava ao Governo medidas de “prevenção de riscos e intervenção em caso de inundações e cheias”, com o objectivo de “reduzir os seus efeitos nefastos” sobre as populações afectadas.

PCP critica política de ordenamento nas últimas décadas
O PCP criticou a política de ordenamento do território, nas últimas décadas, “orientada por uma óptica de majoração dos interesses em torno da construção, do crédito bancário e da especulação imobiliária”, pelo que justifica a intervenção do governo na prevenção dos riscos em caso de inundações.

O PCP pretendia a realização de um “rigoroso cadastro geográfico, geológico e hidrogeológico” nacional, com a identificação no terreno “das zonas de leito de cheia e de risco de inundação”.

O deputado José Eduardo Martins do PSD concordou com as medidas apresentadas pelos partidos da oposição, acusou as “propostas socialistas de demagógicas” e recordou que as propostas do PS “já tinham sido apresentadas anteriormente pelo Partido Social-Democrata”.

O PSD alertou ainda para a “falta de cumprimento do Plano Nacional de Ordenamento do Território” através de aprovação de construções em zonas de leito de cheia, e que o Governo só se “lembra de Santa Barbara quando chove”, lembrando as reacções do Executivo só após as inundações de 18 de Fevereiro.

Seca: navios-cisterna vão levar água da França para a Espanha


Navios-cisterna vão encaminhar um total de 2,6 hectómetros cúbicos de água desde Marselha, no Sul da França, e Tarragona, no Norte de Espanha, para a região de Barcelona, afectada por uma seca severa, informou hoje o governo regional da Catalunha.
O primeiro barco parte de Tarragona na primeira quinzena de Maio e outros dois navios partirão de Marselha na segunda quinzena de Maio, disse fonte do ministério regional do Ambiente, confirmando uma informação anunciada pela imprensa catalã, em Março.

Estão previstos outros trajectos, adiantou a mesma fonte, acrescentando que os contractos ainda não foram assinados. A operação custa 22 milhões de euros.

Cada navio tem capacidade para 28 mil metros cúbicos de água.

As reservas de água em Espanha estão a 46,6 por cento da sua capacidade total e actualmente há 25.315 hectómetros cúbicos de água em barragens, segundo números publicados esta semana pelo Ministério do Ambiente. A situação é especialmente crítica na Catalunha, onde as barragens estão a 19,6 por cento da sua capacidade, perto do limite de 15 por cento, abaixo do qual a água é considerada inutilizável por estar em contacto com os fundos lodosos. A capacidade total de armazenamento na Cataluña é de 740 hectómetros cúbicos e hoje tem 145 hectómetros cúbicos. A média dos últimos dez anos é de 398 hectómetros cúbicos.

Segundo um relatório do Ministério espanhol do Ambiente, a situação hídrica da Cataluña “é muito delicada para todos os usos”.

Mais de 160 países de acordo sobre redução das emissões de viagens aéreas e marítimas


Mais de 160 países chegaram hoje a acordo em Banguecoque para estudar formas de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) libertados pelas viagens aéreas e marítimas, no âmbito da luta mundial contra as alterações climáticas.
Os países signatários do Protocolo de Quioto, reunidos sob a égide das Nações Unidas na Tailândia, aprovaram uma declaração que promete explorar a possibilidade de limitar ou reduzir as emissões de gases lançadas pelos aviões e navios.

A indústria do transporte mundial representa cerca de três por cento das emissões de GEE, mas as viagens aéreas e marítimas não foram obrigadas a reduzir as suas emissões pelo Protocolo de Quioto.

A Noruega e a União Europeia estiveram na linha da frente para a inclusão das viagens aéreas e marítimas nos esforços mundiais de redução de emissões.

Segundo alguns ecologistas, países como a Singapura e a Austrália tentaram diluir a declaração de Banguecoque ao sugerir que a indústria do transporte deveria ser regulada por ela própria.

O documento foi saudado por organizações ambientalistas, apesar de o considerarem demasiado vago e não dizer explicitamente que este sector vai ser incluído em qualquer acordo vinculativo. “Temos que ser vigilantes sobre a maneira como tudo isto se vai processar”, comentou Marcelo Furtado, da Greenpeace do Brasil.

A conferência de Banguecoque, para definir o calendário de negociações sobre o sucessor do Protocolo de Quioto – que expira em 2012 -, começou segunda-feira e terminará hoje.

Barragem de Almourol não ultrapassará a cota dos 23 metros


O presidente da Assembleia Municipal de Abrantes afirmou hoje de madrugada estar “assumida pelo Governo” a decisão de que o caderno de encargos da barragem de Almourol será lançado a uma cota que não ultrapassará a actualmente existente”, de 23 metros.
Jorge Lacão, que é também secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, disse que, “baseado nesta premissa”, o projecto de construção da barragem “só avançará se os investidores entenderem que lhes trará vantagens financeiras”.

A questão foi levantada durante a madrugada de hoje em Assembleia Municipal pelo presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, que, a par dos responsáveis das freguesias ribeirinhas de Rossio ao Sul do Tejo e de S. João, se mostraram “cada vez mais preocupados” com os impactos da possível construção desta barragem no Tejo.

“O processo parece ser irreversível e ainda este mês vai ser lançado o concurso de construção desta barragem, pelo que queria saber o que vai acontecer às populações ribeirinhas se se mantiverem as cotas anunciadas de 29 a 31 metros”, questionou Rui André.

Em resposta, o presidente da Câmara de Abrantes afirmou que “efectivamente” o concurso de construção da barragem vai ser lançado este mês, embora assegurando que “todas as preocupações vão ser acauteladas”.

Viabilidade económica vê-se depois

“Não temos uma posição ideológica contra as barragens, o que nos interessa em primeiro lugar é preservar a qualidade de vida das populações e isso, posso afirmar, vai ser acautelado”.

Para respeitar o investimento efectuado na construção do açude insuflável no Tejo, a barragem não poderia ultrapassar a cota 19, sendo que, para não ultrapassar a cota do actual espelho de água, as configurações técnicas não poderão exceder a cota de 23 metros.

Nélson de Carvalho não especificou a que cota o concurso da barragem vai ser lançado, afirmando apenas que “vai ser inferior às anunciadas cotas 29 a 31”.

Segundo disse à Lusa Jorge Lacão, nas configurações técnicas a barragem “será colocada a uma cota que respeite aquilo que é a cota resultante da construção do açude insuflável no rio Tejo e todas as infraestruturas ribeirinhas de qualificação que entretanto foram concretizadas”.

“Veremos depois, no desenvolvimento desse processo de concurso, se há condições de viabilidade económica para a concretização deste projecto”, concluiu.

Faltam estudos de impacto ambiental

O ministro do Ambiente, Nunes Correia, anunciou a 1 de Abril que os concursos para a construção das barragens de Pinhosão e Girabolhos vão ser lançados em meados de Abril e os das barragens de Fridão, Alvito e Almourol no final do mês.

As cinco barragens, que fazem parte do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), vão ser adjudicadas até ao final do ano e representam um investimento entre os 700 e os 800 milhões de euros.

Questionado na ocasião sobre a possibilidade de alguma das barragens não ser construída, o Ministro do Ambiente, Nunes Correia frisou que tal “seria absolutamente improvável”, embora tenha admitido que “só no fim do estudo detalhado de impacto ambiental é que é confirmada a construção de cada uma delas”.

Segundo o Governo, os investimentos das barragens constituem “uma importante alavanca para Portugal”, sendo nomeadamente uma “valia económica e social”, permitindo a criação de empregos, o aumento do PIB e o desenvolvimento regional.

O Plano Nacional de Barragens vai implicar, segundo o ministro do Ambiente, um investimento total entre 1000 e 2000 milhões de euros e aumentar a capacidade hídrica instalada no país em mais 1100 megawatts (MW).

quinta-feira, 3 de abril de 2008

LPN defende que o Estado fique com toda a valorização dos terrenos próximos do TGV e da OTA

O presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), Eugénio Sequeira, considera tímida a decisão do Governo de taxar entre 20 e trinta por cento a valorização dos terrenos e construções junto das futuras estações das linhas de comboio de alta velocidade, defendendo a apropriação pelo Estado da totalidade desse valor.
Eugénio Sequeira, professor de Agronomia, falava hoje em Benavente, durante o seminário As Finanças Locais, Instrumento da Política Ambiental, promovido pelo GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento de Território e Ambiente), em que disse o modelo de taxação das mais-valias deste tipo a cem por cento vigora em quase todos os países.

O presidente da LPN lembrou que os proprietários vão ter os seus terrenos e imóveis valorizados devido a um investimento público, sem que tenham feito nada para isso, e defendeu que a apropriação de mais-valias pelo Estado se generalizasse a todas as situações deste tipo, disse ao PÚBLICO o presidente do GEOTA, Carlos Nunes da Costa.

A intenção de criar um imposto especial para as áreas próximas das futuras estações de TGV foi noticiada hoje pelo “Jornal de Negócios”, que diz que o Governo já está a prepará-lo que é expectável a criação de um sistema deste tipo para os terrenos próximos do futuro aeroporto de Alcochete. Estas medidas visam também controlar a especulação imobiliária.

Este seminário insere-se no ciclo “A Politica Ambiental no Sistema Fiscal Português”, organizado pelo GEOTA, com apoios de várias entidades. No seminário de hoje, o tesoureiro desta ONG, Carlos Sacramento, anunciou que a organização propõe uma diminuição da carga fiscal sobre o trabalho na mesma medida em que ela seria aumentada noutras sedes, como o IMI ou o IMT, para ajudar a transferência de recursos para financiar a protecção da natureza.

Estas verbas serviriam, na proposta do GEOTA, para pagar os serviços de conservação do ambiente natural, prestados por exemplo pelas autarquias.

Lei das Finanças Locais acusada de favorecer betão

O seminário contou também com a participação do secretário de Estado adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, que fez a defesa da nova Lei das Finanças Locais. No entanto, o presidente da Câmara de Benavente, António José Ganhão, apresentou uma perspectiva diferente.

Este autarca queixa-se de que com a nova lei o seu município foi penalizado, apesar de ser o que na área metropolitana de Lisboa tem a cargo uma maior área para conservação da natureza. António José Ganhão considera que o critério da densidade populacional para aferir o financiamento das autarquias, constante da Lei das Finanças Locais, favorece a política do betão e desincentiva a manutenção das áreas de conservação da natureza.

Mesmo assim, pediu que a Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo no seu concelho, actualmente com 160 km2, seja aumentada em mais 110 km2 – o concelho tem 521,5 km2, e perto de 26 mil habitantes.

Nascentes do concelho de Sintra com água imprópria para consumo


Todas as 42 nascentes do concelho de Sintra analisadas por um grupo de peritos continham água imprópria para consumo, tendo sido recomendada à Autoridade de Saúde a afixação de avisos à população e o encerramento de algumas bicas e fontanários.
As conclusões das análises, efectuadas por investigadores do Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA), foram hoje divulgadas no 9º Congresso da Água, que decorre até sexta-feira no Estoril, e mostram que 38 das 42 nascentes estudadas contêm água classificada de “alto risco” para a saúde pública devido a contaminação fecal.

“A origem dessa contaminação pode estar relacionada com fossas sépticas, rupturas na rede de esgotos ou até, no que respeita às nascentes em meios rurais, por causa dos dejectos de galinhas ou ovelhas”, explicou à Lusa uma das autoras do estudo, Maria Helena Rebelo.

Muitas dessas bicas e fontanários, com água de nascentes naturais, continuam a ser muito procuradas pela população local, que chega a fazer fila para poder encher os seus garrafões.

Doenças infecciosas são as mais prováveis

Mas a ideia de que as águas naturais têm melhor qualidade do que as da rede de abastecimento público é contrariada pelas conclusões do estudo hoje apresentado, baseado em análises a várias nascentes das localidades de Pêro-Pinheiro, Sintra, Queluz e Algueirão-Mem Martins, do concelho de Sintra.

Mensalmente os investigadores recolheram amostras, entre Fevereiro de 2006 e Abril do ano passado, concluindo que mais de 87 por cento delas revelavam coliformes fecais acima do que a lei considera ser o limite de risco para a saúde pública.

“Podemos dizer que o consumo de água das bicas e fontanários do concelho de Sintra parece revestir-se de um elevado risco para a saúde por poder desencadear, em particular, doenças infecciosas”, afirma Maria Helena Rebelo.

Os investigadores também não excluem o risco de intoxicação crónica, uma vez que foram observados em algumas das amostras de água teores elevados de nitratos, níquel, chumbo e manganês.

Recomendação de encerramento

“Recomendámos à autoridade de saúde de Sintra que encerre as nascentes que estejam em boas condições de limpeza e manutenção e que possuam água classificada de alto risco”, com contaminação fecal, adiantou a investigadora.

A reabilitação de algumas nascentes também é ainda uma possibilidade sugerida, mas apenas para as nascentes com má qualidade da água que tenham más condições de limpeza e manutenção.

A monitorização das nascentes e a afixação de cartazes que informem que a água é imprópria para consumo foi também recomendada à delegada de Saúde de Sintra.

Oposição dividida quanto à localização da nova ponte sobre o Tejo


A decisão da nova travessia sobre o Tejo ser entre Chelas e o Barreiro foi recebida com críticas e preocupações por parte dos partidos da oposição. O PSD sublinha que a nível técnico a opção Beato-Montijo era a mais defendida, enquanto o CDS-PP considera que a solução encontrada deixará "uma cicatriz" em Lisboa. O PCP e o Bloco de Esquerda saúdam a escolha do Governo, mas manifestam preocupações sobre o financiamento do projecto.

Jorge Costa, deputado do PSD e ex-secretário de Estado das Obras Públicas, afirmou à Lusa estar "muito preocupado" com a forma como o Governo fez a sua decisão, considerando que a localização Beato-Montijo seria "a melhor solução". "Todas as notícias que vieram a público iam no mesmo sentido: de que a melhor solução era Beato-Montijo, tinha menor impacto ambiental, não perturbava a navegabilidade do rio Tejo, era uma solução mais barata e não tinha influência na paisagem", enumerou o social-democrata, acusando o Governo "pressa" em lançar concessões e inaugurações.

Sublinhando que ainda não é conhecido o relatório elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e que o mérito do laboratório não é posto em causa, Jorge Costa defendeu que o "Governo devia ter suscitado um amplo debate sobre a matéria, tendo feito participar a sociedade civil nesta questão", acrescentando que apenas a RAVE era favorável à opção Chelas-Barreiro.

Apesar da decisão do Governo ter sido hoje anunciada, o PSD irá insistir na necessidade da realização de um debate também sobre o comboio de alta velocidade (TGV) e o local onde este deve entrar em Lisboa.

Pelo CDS- PP, o deputado António Carlos Monteiro pediu também "um debate sério" sobre a terceira travessia, receando que a futura ponte deixará "uma cicatriz na cidade [de Lisboa] de efeitos irreversíveis em termos de impacte visual e ambiental". "Este debate tem que ser feito. Temos os melhores especialistas a defender outra solução e a alertar para o impacto da localização Chelas-Barreiro", alertou o democrata-cristão.

Considerando que "não está em causa a necessidade" de uma terceira travessia do Tejo, António Carlos Monteiro criticou o presidente da Câmara de Lisboa por "não defender os interesses da cidade".

A escolha anunciada pelo Governo foi recebida pelos comunistas como uma resposta positiva a "uma reivindicação antiga do PCP, do poder local e das populações". No entanto, o PCP defende que o Governo deve "salvaguardar o carácter público da construção e da exploração", como salientou à Lusa o deputado Bruno Dias. "Temos tido a experiência do que tem sido a concessão da ponte Vasco da Gama e da 25 de Abril. Têm sido formas de negociar em que o Estado entrega de facto negócios muito lucrativos a grupos económicos mas prejudicando o interesse nacional e o das populações", disse.

Também o Bloco de Esquerda considera adequada a localização da nova ponte, mas coloca dúvidas quanto ao financiamento do projecto, exigindo que o "Governo esclareça o que vai fazer sobre o contrato de concessão com a Lusoponte". "Queremos saber qual é a posição do Governo, se vai resgatar o contrato de concessão da Lusoponte que é praticamente a dona do rio Tejo ou se vai propor apenas alterações", explicou a deputada Helena Pinto.

A ponte Chelas-Barreiro, que terá uma extensão de 13 quilómetros, sete dos quais sobre o rio Tejo, permitirá assegurar a ligação em alta velocidade Lisboa-Madrid, que deverá ter início em 2013.

Inicialmente avaliada em 1700 milhões de euros, a terceira travessia do Tejo terá duas vias para a alta velocidade, duas para a rede convencional e duas vias laterais com três faixas, cada uma para o tráfego rodoviário.

A decisão hoje anunciada tem por base o estudo comparativo entre as duas alternativas para a terceira travessia do Tejo - Beato-Montijo e Chelas-Barreiro -, elaborado pelo LNEC a pedido do ministro das Obras Públicas, Mário Lino.