As plantas geneticamente modificadas para produzir gorduras do tipo ómega 3, como as naturais do peixe azul, podem ajudar a combater as doenças coronárias, segundo revela um estudo europeu.As plantas podem ser usadas para alimentar aves de aviário e por conseguinte, aumentar a ingestão desse tipo de gorduras na dieta humana, sem ter de recorrer ao peixe, que é cada vez mais escasso.As gorduras ómega 3, que surgem naturalmente em peixes como o atum, o salmão e a cavala, podem proteger das doenças cardiovasculares, atrasar a deterioração mental nos idosos e são igualmente essenciais para o bom desenvolvimento do cérebro do bebé no útero materno.
No entanto, a maioria dos adultos não chega a ingerir metade da quantidade recomendada, os adolescentes não chegam a uma terça parte e as famílias mais pobres não passam dos 50 miligramas.Apenas cerca de 30 por cento dos cidadãos come regularmente peixe gordo, situando-se em cerca de 80 por cento o consumo de frango.
Os ácidos EPA e DHA são produzidos normalmente por algas marinhas microscópicas que são comidas por peixes pequenos, passando assim essas gorduras para a cadeia alimentar.Outra vantagem, segundo os especialistas, é que essa seria uma fonte de gorduras livre da contaminação com mercúrio do peixe.Segundo reconhecem esses cientistas, a resistência de boa parte dos consumidores a todo o tipo de manipulação genética é um problema.Apesar disso, mostram-se convencidos que as pessoas se vão dar conta dos benefícios da sua proposta, sobretudo do ponto de vista da sustentabilidade dos recursos marinhos.



